Bartira Betini

Bartira Betini é jornalista formada pela Cásper Líbero em 1996 e passagens por veículos como TV Globo, Diario de São Paulo e Grupo Estado. É mãe da Sofia de 6 anos e desde a gravidez trabalha como repórter free lance escrevendo sobre educação, comportamento e variedades, entre outros temas. “Ser mãe é um universo único que me coloca em contato com situações inusitadas. Escrever sobre temas do dia a dia infantil é algo prazeroso porque aprendo com minha pequena e posso colocar em prática, ajudando outras pessoas”.

Por que é importante amamentar?

A amamentação é a forma mais recomendada de alimentação para todos os bebês e é importante por ser a continuidade do período gestacional, já que durante a gravidez a criança recebe todos os nutrientes pelo cordão umbilical. Sabendo que o bebê que estava no ventre ainda não possui sua saúde completamente protegida, a natureza sabiamente repassa os nutrientes maternos pelo seio, por meio do leite. Nos primeiros sete dias de vida do recém-nascido, a intensidade é ainda maior.

“Caso o bebê tenha nascido prematuro, a natureza trata de modelar este leite de acordo com as necessidades nutricionais deste bebê e, assim, a mãe produz leite com mais fatores de proteção por um período maior”, explica Danielle Aparecida da Silva, gerente do Banco de Leite Humano do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Cabe ressaltar que o IFF é o Centro de Referência Nacional e Ibero-americano para Bancos de Leite Humano.

Se até o sexto mês de vida a alimentação do bebê for exclusivamente o leite materno isso ajuda não só no adequado desenvolvimento físico e mental, mas também nas defesas imunológicas e no combate a diversas infecções. “O bebê alimentado pelo seio tem melhor desenvolvimento neurológico e Q.I. no futuro”, afirma Ivan Pistelli, pediatra da comunidade médica Saluspot e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O leite materno promove o desenvolvimento sensor e cognitivo da criança, além de protegê-la contra doenças crônicas e infecciosas – o leite contém linfócitos e imunoglobinas que ajudam o bebê a combater infecções. “A amamentação exclusiva também reduz a mortalidade infantil por enfermidades comuns na infância, como diarreia e pneumonia, além de ajuda na recuperação de enfermidades. Crianças alimentadas com leite materno normalmente dobram de peso do nascimento até os seis meses”, ressalta Danielle.

Danielle explica que muitas vezes a mãe pode ter sido orientada a amamentar durante pouco tempo no seio esquerdo e depois no seio direito, mas cada bebê tem seu tempo de mamada. Por isso, o ideal seria amamentar até o esvaziamento total da mama (quando a mãe senti-la mais flácida), colocar a criança para arrotar e depois oferecer a outra mama. Caso o bebê não aceite, na próxima mamada, é indicado começar por esta que ele não mamou. “Mas se não for este o caso, coloque o bebê para mamar no seu seio sob livre demanda, pois quanto mais ele mama mais ele estimula a produção. Também é possível doar leite também e ajudar outras mães”, conclui. A mãe pode procurar orientação em um Banco de Leite Humano próximo a sua casa ou pelo site www.redeblh.fiocruz.br.

vitor.romera@myagencia.com.br'

Bartira Betini

Bartira Betini é jornalista formada pela Cásper Líbero em 1996 e passagens por veículos como TV Globo, Diario de São Paulo e Grupo Estado. É mãe da Sofia de 6 anos e desde a gravidez trabalha como repórter free lance escrevendo sobre educação, comportamento e variedades, entre outros temas. “Ser mãe é um universo único que me coloca em contato com situações inusitadas. Escrever sobre temas do dia a dia infantil é algo prazeroso porque aprendo com minha pequena e posso colocar em prática, ajudando outras pessoas”.