Bartira Betini

Bartira Betini é jornalista formada pela Cásper Líbero em 1996 e passagens por veículos como TV Globo, Diario de São Paulo e Grupo Estado. É mãe da Sofia de 6 anos e desde a gravidez trabalha como repórter free lance escrevendo sobre educação, comportamento e variedades, entre outros temas. “Ser mãe é um universo único que me coloca em contato com situações inusitadas. Escrever sobre temas do dia a dia infantil é algo prazeroso porque aprendo com minha pequena e posso colocar em prática, ajudando outras pessoas”.

O tempo certo de cada alimento

Amamentar é um ato natural e constitui a melhor forma de alimentar, proteger e amar o bebê. O aleitamento materno é imprescindível para o crescimento e o desenvolvimento infantil. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam o aleitamento materno exclusivo (AME) até os seis meses.

A partir dessa idade mantem-se a amamentação associada à introdução de alimentos complementares.

“O leite materno é indiscutivelmente o alimento que garante a qualidade e quantidade ideal de nutrientes para o bebê, com um equilíbrio adequado, além de conferir inúmeras vantagens imunológicas que se perpetuarão principalmente nos dois primeiros anos de vida quando ocorre a formação dos anticorpos, podendo interferir de forma significativa até a vida adulta, além dos benefícios psicológicos, que se iniciam com o vínculo mãe-bebê que garante a melhor forma de afeto necessário nos primeiros meses de vida”, explica Hannah Médici, nutricionista e membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional (IBNF).

A partir dos 5-6 meses de idade, a criança recebe além do leite materno, água ou bebidas como sucos de frutas ou chás. Em casos de cólicas, refluxo, prisão de ventre ou outros desconfortos gastrintestinais no bebê, a alimentação da mãe é que deve ser avaliada e reequilibrada, podendo-se incluir chás para melhora dos sintomas que serão refletidos na criança.

Hannah explica que depois dos seis meses inicia-se a introdução de alimentos, que deve ocorrer de forma a se respeitar o desenvolvimento da capacidade de volume gástrico, a produção de enzimas digestivas que auxiliarão no processo de digestão, bem como maturação do intestino, que também participa da digestão, além da absorção dos nutrientes. “Por isso cada grupo de alimentos deve ser incluído em seu respectivo tempo e ordem. Inicia-se a experimentação um alimento por vez de cada grupo (misturar pode mascarar o sabor e confundir o paladar da criança), começando pelos legumes, tubérculos (raízes) e temperos (cebola e mínimo de sal)”.

Na metade do sexto mês de vida, pode-se incluir a carne vermelha de boi para cozinhar junto com os vegetais e ser consumida em forma de caldo. Neste período as frutas cruas amassadas podem fazer parte da alimentação e acrescenta-se o alho para incrementar os temperos. No sétimo mês o caldo de frango é introduzido. No oitavo mês ocorre inclusão de folhas verdes e o azeite para temperá-las e utilizar no preparo da refeição, assim como verduras crucíferas (brócolis e couve-flor). Próximo ao nono mês introduz-se a gema de ovo (preferencialmente caipira), cereais como arroz integral, farelo de arroz e aveia e aumenta-se a variedade de todos os outros grupo citados anteriormente. Por fim, considera-se na alimentação o caldo de feijões (depois o grão inteiro) e o peixe.

Após um ano e meio, é permitido a clara de ovo, massas integrais ou sem gluten, sucos de frutas e sobremesas a base de frutas. Castanhas, palmito ocorrem próximos dos dois anos e o açúcar, preferencialmente na forma mascavo ou demerara, se extremamente necessário deve ser consumido em quantidade mínima. “E isso deve ser mantido por toda a infância e os combinamos pode ser uma forma interessante de controlar os excessos. E o exemplo, sempre, vem dos pais, pois nesta fase a criança tende a querer copiar os hábitos dos que estão por perto, principalmente em relação à alimentação”.

vitor.romera@myagencia.com.br'

Bartira Betini

Bartira Betini é jornalista formada pela Cásper Líbero em 1996 e passagens por veículos como TV Globo, Diario de São Paulo e Grupo Estado. É mãe da Sofia de 6 anos e desde a gravidez trabalha como repórter free lance escrevendo sobre educação, comportamento e variedades, entre outros temas. “Ser mãe é um universo único que me coloca em contato com situações inusitadas. Escrever sobre temas do dia a dia infantil é algo prazeroso porque aprendo com minha pequena e posso colocar em prática, ajudando outras pessoas”.