Equipe Pom Pom

Pom Pom, tradicional marca de fraldas descartáveis e toalhas umedecidas.

Mitos e verdades sobre amamentação

Apesar de tão importante, a amamentação é cercada por mitos, pois cada mulher tem uma experiência própria na hora de amamentar seu filho. Por isso, entrevistamos a ginecologista, obstetra e membro da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Néli Sueli Teixeira de Souza, que esclarece os principais mitos e verdades sobre este assunto.

– Existe posição correta para amamentar?
Sim. A mãe deve estar em uma posição confortável, seja sentada, deitada ou em pé. A posição correta da criança deve considerar quatro fatores: (1) corpo e cabeça alinhados, de forma que a criança não precise virar a cabeça para pegar a mama; (2) corpo encostado ao da mãe (abdome com abdome); (3) queixo tocando o peito da mãe; e (4) cabeça, pescoço e tronco apoiados pelo braço da mãe.

– Amamentar dói?
Não. Nos primeiros dias pode haver algum desconforto, principalmente se a pega do bebê não estiver adequada ou houver fissuras nos mamilos. Esses problemas podem ser prevenidos com posicionamento correto da mãe e do bebê para a amamentação e com cuidados com as mamas, iniciados desde o pré-natal.

– Existe leite fraco?
Não. O leite materno é o alimento mais completo para crianças até seis meses de idade. Durante esse período, não se deve oferecer qualquer outro líquido ou alimento ao bebê, exceto em casos de orientação médica. O leite materno fornece todos os nutrientes que a criança precisa, anticorpos para prevenção de infecções e ainda é de mais fácil digestão.

– Estresse atrapalha a produção de leite?
Sim. O estresse, a ansiedade e o cansaço prejudicam todo o processo de amamentação, desde a produção até a descida do leite. A mãe deve procurar descansar durante o dia, quando possível, já que o sono noturno fica prejudicado, e tentar dividir as tarefas de casa com outras pessoas. Esclarecimentos sobre a amamentação e acompanhamento profissional durante esse período também têm papel fundamental para tranquilizar a lactante.

– Amamentar acelera a perda de peso da mãe?
Sim. A produção de leite exige consumo energético bastante alto, auxiliando na recuperação mais rápida do peso de antes da gravidez. Além disso, o aleitamento materno reduz o sangramento pós-parto, e, consequentemente, a incidência de anemia materna. Reduz também o risco de câncer de mama, ovário e endométrio, e previne contra osteoporose.

– É necessário revezar os seios na hora da amamentação?
Sim. É necessário que o bebê esvazie toda a mama de um lado antes que seja oferecida a mama do outro lado. Isso porque o leite do final da mamada, conhecido como leite posterior, possui maior concentração de lipídios, importantes para o crescimento do bebê, e também porque o esvaziamento completo da mama estimula maior produção de leite.

– Enquanto amamenta, os seios da mulher ficam maiores, mas depois ficam menores do que eram antes?
Não. Geralmente, não se observa redução significativa no volume das mamas após suspensão do aleitamento, exceto em casos em que a paciente tenha perdido muito peso.

– Existem alimentos que podem aumentar ou favorecer a produção de leite? Quais?
Sim. A mãe deve ingerir bastante líquido. Não existem outros fatores que alterem a quantidade de leite produzido, exceto boa hidratação.

– Mamadeira e chupeta dificultam a amamentação?
Sim. O uso de bicos artificiais, seja da mamadeira ou da chupeta, pode interferir na pega adequada, prejudicando o aleitamento materno.

– A alimentação da mãe reflete no leite que ela produz?
Sim. A lactante deve manter dieta equilibrada e evitar alimentos industrializados, álcool e adoçantes artificiais (exceto sucralose).

– Se parar de amamentar por um período, o corpo da mãe para de produzir leite?
Sim. A interrupção da sucção reduz os níveis de prolactina, o hormônio responsável pela produção do leite.

– Enquanto está amamentando, a mulher corre risco de engravidar?
Sim. O risco de engravidar nos seis primeiros meses pós-parto, em aleitamento materno exclusivo e sem ocorrência de menstruação, é muito baixo, mas existe. Após os seis meses, quando o bebê começa a receber outros alimentos ou quando a lactante volta a menstruar, o risco de engravidar aumenta. Atualmente, existem métodos anticoncepcionais que podem ser utilizados com segurança desde o pós-parto, sem interferir no aleitamento, aumentando a eficácia do planejamento familiar.

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