Equipe Pom Pom

Pom Pom, tradicional marca de fraldas descartáveis e toalhas umedecidas.

Mães bem sucedidas

A carreira assumiu um papel importante na vida da mulher. Mais do que uma questão de segurança financeira, trata-se de uma realização pessoal. Por isso, escolher a hora certa para engravidar sem atrapalhar a vida profissional, é uma questão bastante delicada. No entanto, existem algumas dicas que podem ser úteis para a mulher que pretende ser mãe sem abrir mão da carreira.

A psicóloga e gerente de Recursos Humanos do Grupo DMRH, consultoria especializada em processos de recrutamento, seleção, desenvolvimento e retenção de talentos, Claudia Pereira, diz que o melhor momento para ter um filho e se ausentar do trabalho é quando a vida profissional está estabilizada.

“Você já deixou sua marca, conhece sua importância para a empresa e, o fundamental, tem segurança de que poucas coisas podem ameaçar você”, explica a profissional que também concilia a carreira com a maternidade. Ela é mãe de Henrique, de três anos.

Para ficar tranquila em casa durante a licença-maternidade, sem se preocupar se o cargo ainda será seu quando voltar, é preciso autoconfiança. Ou seja, saber o quanto você agrega ao ambiente de trabalho da empresa. Mas, segundo Claudia, uma coisa é fato: voltar ao mercado depois de quatro ou cinco meses em casa gera uma sensação de estranhamento. Você vai perceber que muitas coisas aconteceram sem a sua participação e atualizar-se de todos os processos demora um pouco. Portanto, não adianta ficar aflita.

A mulher deve planejar a carreira e a gravidez paralelamente, com a intenção, justamente, de se preparar para conciliar a rotina de mãe com a de profissional. A gerente financeira Veruschka Carvalho, de 36 anos, passou pela experiência de restabelecer sua rotina depois da gravidez do Tiago, hoje com quatro anos.

“Antes do nascimento do meu filho, o mundo girava em torno das minhas vontades. Eu viajava, ia ao cinema, ficava no trabalho até tarde, tinha independência de tempo, de vida. Com a chegada do Tiago, eu e meu marido tivemos que adaptar nossos horários de trabalho aos da babá. A rotina mudou completamente”, conta.

As empresas estão percebendo que a maternidade é uma etapa da vida das funcionárias. Muitas companhias investem em creches, salas de amamentação, oferecem horários flexíveis e sistema de home office. “Uma mãe tranquila, com a certeza de que seu filho está bem, é capaz de produzir melhor”, esclarece Claudia.

Veruschka é uma das mães que teve o apoio da empresa onde trabalha. Ela conta que a companhia aceitou facilmente sua gravidez: “se estou numa reunião que ultrapassa meu horário, peço licença e saio, pois tenho que chegar em casa antes da babá ir embora. Além disso, tem uma série de compromissos de mãe, como levar o filho ao pediatra e ir à reunião da escola, que não posso deixar de lado”, ressalta.

Sem hora marcada

A visita da cegonha pode chegar inesperadamente, às vezes num momento de ascensão profissional: “abrir mão de um dos lados pode gerar um impacto negativo sério no outro. O importante é achar um meio-termo”, diz Claudia.

Neste caso, a mulher pode tentar algumas soluções: encurtar o período de licença e se envolver o mais rápido possível com as situações do trabalho. Ou, então, organizar uma rotina diferente, trabalhando meio período – seja na empresa ou em home office.

clayton.freelas@gmail.com'

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