Bartira Betini

Bartira Betini é jornalista formada pela Cásper Líbero em 1996 e passagens por veículos como TV Globo, Diario de São Paulo e Grupo Estado. É mãe da Sofia de 6 anos e desde a gravidez trabalha como repórter free lance escrevendo sobre educação, comportamento e variedades, entre outros temas. “Ser mãe é um universo único que me coloca em contato com situações inusitadas. Escrever sobre temas do dia a dia infantil é algo prazeroso porque aprendo com minha pequena e posso colocar em prática, ajudando outras pessoas”.

Voar com crianças!

Em qualquer faixa etária, viajar com os filhos é um desafio e tanto, ainda mais em voos longos. No caso de bebês, de um modo geral, precisa-se pensar nas recomendações médicas que aconselham que um recém-nascido não esteja em ambiente com muitas pessoas até os três meses de vida por conta do sistema imunológico ainda estar se desenvolvendo. Outro ponto importante é ver a real necessidade dessa criança viajar. A quantidade de horas em um avião e o melhor horário.

“O ideal seria tentar manter a mesma rotina e hábitos para que a criança não sinta tanto. Se for uma criança que tem facilidade de dormir talvez o ideal seja viajar à noite, pois facilita que a mesma não sinta tanto a viagem. Além disso, é comum que os outros passageiros queiram interagir com a criança e tem criança que estanha pessoas que não são próximas do seu núcleo familiar”, alerta a psicóloga Camila Luisi Rodrigues, especializada em psicologia hospitalar, em avaliação Psicológica e Neuropsicológica.

A partir dos quatro anos, quando a criança já tem algum entendimento, é de grande importância explicar sobre a viagem. Se puder o recomendável é usar livros ou desenhos para exemplificar algumas situações para que a criança vá o mais preparada possível. “Outra sugestão seria realizar uma viagem de carro e perceber como a criança se comporta, pois a situação é semelhante porém há a possibilidade de paradas”, sugere Camila.

Normalmente a companhia opta por colocar as crianças menores nos primeiros assentos que são um pouco maiores, mas como não se sabe se haverá outras crianças pequenas, ou casos especiais no voo, procure chegar mais cedo e se certificar que haverá essa possibilidade. Além disso, o embarque é realizado antes da maioria das pessoas. Esses cuidados podem ajudar a dar um pouco mais de conforto.

“Tem bebês que são mais sensíveis a temperatura e luminosidade, seria importante perceber esses detalhes, do como o seu filho reage a essas situações e como ameniza-las, pois no avião normalmente a temperatura é mais gelada e há luzes e barulhos até que todos se acomodem”, explica Camila.

Não são todos os aviões que possuem fraldário, importante se certificar antes de se acomodar, caso não tenha, buscar alternativas para poder trocá-lo confortavelmente. Importante também deixar de fácil acesso coisas familiares a criança, como um brinquedo que esteja acostumado.

Outra alternativa seria dar-lhe um presentinho pois a novidade pode ajudá-lo a se distrair um pouco. Se a criança for mais velha há hoje muitas possibilidades de distração com aplicativos exclusivos para crianças, desde jogos, vídeos e livros. “Ou seja, os pais podem utilizar todos os recursos disponíveis para tornar a viagem o mais agradável e prazeroso possível”, conclui Camila.

A psicóloga Francys de Tommazo alerta: “certifique-se que a criança esteja com as vacinas em dia e tenha ido ao pediatra para verificar se está em condições de saúde para viajar e melhores recomendações de medicações”.

Fazer um planejamento para sair com tempo evita estress e cansaço, e a divisão de tarefas durante o voo pode facilitar a vida do casal. “Nada como um ajudar o outro, a parceria nesse caso e fundamental”, diz Francys.

vitor.romera@myagencia.com.br'

Bartira Betini

Bartira Betini é jornalista formada pela Cásper Líbero em 1996 e passagens por veículos como TV Globo, Diario de São Paulo e Grupo Estado. É mãe da Sofia de 6 anos e desde a gravidez trabalha como repórter free lance escrevendo sobre educação, comportamento e variedades, entre outros temas. “Ser mãe é um universo único que me coloca em contato com situações inusitadas. Escrever sobre temas do dia a dia infantil é algo prazeroso porque aprendo com minha pequena e posso colocar em prática, ajudando outras pessoas”.