Karina Lacerda

Karina Lacerda tem 35 anos e é jornalista. Conheceu o incrível Fabio Calamari ainda na faculdade, e não desgrudou mais: já são 12 anos juntos. Passam o dia em São Paulo, mas moram no ABC desde sempre. Os dois já fizeram muitas coisas bacanas: ele é jornalista esportivo premiado, amante de cinema e ela trabalha com hardnews, adora cultura pop e unicórnios. Agora começam o melhor trabalho do mundo: serem os pais de uma linda menina, Cecília.

Sexo dos anjos

Ciclo do sono alterado. Hormônios a mil fazendo com que o seu humor oscile mais do que sinal de operadora de celular. Corpo estranhando o peso extra e reclamando de dor nas pernas e nas costas. Inchaço generalizado. Look do (todo) dia: cara de bolacha, braço de biscoiteira e a briga diária para encontrar uma roupa no seu armário que caiba e que não assuste populares desavisados. E, claro, a temperatura subindo…

Acredite: NADA disso vai ter a menor importância quando o médico te disser, no ultrassom, que o bebê está bem, com todas as medidas dentro do esperado. Confesso que minha respiração só volta ao normal depois de ouvir que está tudo bem. Todas as vezes. Depois de um aborto espontâneo na primeira gestação, ouvir o coraçãozinho batendo é música para os meus ouvidos. E ele bate, viu? Forte e ritmado. Uma coisa linda de se ouvir.

Pra quem quer desesperadamente saber o sexo do bebê, tem um exame de sangue que pode ser feito na oitava semana e, pelo o que eu li, quase nenhum convênio cobre. Depois da décima segunda semana já dá para o médico arriscar um palpite. Já ouvi muita história de gente que teve que trocar decoração do quarto porque o ultrassom dava um resultado e, no final, era outro. Por essas e por outras pra mim saber o sexo do bebê era importante, mas não era essencial.

Quando, lá pelo quarto ultrassom, o médico perguntou o nosso palpite sobre o sexo, meu marido deu mil chutes. Sério. Ele ficava assim:  “é menino”; “não, é menina”, “mas eu sonhei que era menino”, “mas a barriga dela parece de menina”, “não, definitivamente é menino”… uma dúvida sem fim!

Eu já tinha meu chute, mas não disse em voz alta para ninguém. Não dizem que os bebês escutam tudo o que as mães dizem? Vai que ouvia, eu errava o palpite e o bebê crescia complexado porque a mãe queria outra coisa? Hahahaha Sim, eu sei que isso é paranoia. Mas eu te desafio a encontrar uma única grávida que tenha mantido o seu juízo e o raciocínio intactos durante os nove meses de gestação. Eu, obviamente, só aumentei as estatísticas.

Já contei que descobrimos a gravidez no meio das férias, certo? Estávamos em Londres, uma cidade onde a maioria dos cidadãos são protestantes (sim, tem MUITOS muçulmanos também, mas eu vi poucas mesquitas por onde andei) e as igrejas são, de modo geral, protestantes e lindas, imponentes e centenárias. No dia seguinte ao que descobrimos a gravidez, passamos por uma igreja católica construída no início do século XX dedicada a dois santos. Um deles tinha exatamente o nome que eu queria dar ao bebê. Acho que foi a primeira igreja católica que eu vi em toda a viagem. E foi ali que eu tive certeza do sexo.

Na hora, fiz o marido tirar uma foto minha na frente da placa para, meses depois, tirar a prova se o meu instinto estava certo ou não. Quando o médico confirmou que aqui dentro crescia uma menina, eu já tinha o nome na ponta da língua: Cecília! Não vejo a hora dessa pequena crescer e a gente voltar à terra da rainha e visitar a igreja todos juntos. Apesar da minha cara péssima (a gente já tinha andado horas pela cidade e eu já estava exausta), eu adoro essa foto: ela registra o meu primeiro palpite materno bem sucedido. Os incrédulos podem dizer que eu tinha 50% de chances de errar. Eu prefiro acreditar que meu coração de mãe me contou, antecipadamente, que vinha uma bonequinha para a nossa família. A bonequinha mais amada e mais desejada que eu poderia sonhar.

hypermarcaspompom@gmail.com'

Karina Lacerda

Karina Lacerda tem 35 anos e é jornalista. Conheceu o incrível Fabio Calamari ainda na faculdade, e não desgrudou mais: já são 12 anos juntos. Passam o dia em São Paulo, mas moram no ABC desde sempre. Os dois já fizeram muitas coisas bacanas: ele é jornalista esportivo premiado, amante de cinema e ela trabalha com hardnews, adora cultura pop e unicórnios. Agora começam o melhor trabalho do mundo: serem os pais de uma linda menina, Cecília.